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Roubo de Cargas

Apresentação
Introdução
Atual situação
As seguradoras
CPI Roubo de Cargas
Considerações Finais


Atual situação


A ineficiência do Poder Público para combater este problema custa caro ao País, que perde receita de impostos pela comercialização irregular de mercadorias. O resultado de ações coordenadas e integradas entre a polícia e o fisco, com uma rígida fiscalização do comércio de mercadorias, é o principal meio para se coibir este delito.


No ano passado ocorreu um roubo de carga a cada duas horas, crescendo, em média, 30% ao ano. Caracterizado como a organização que mais tem avançado no País, com prejuízos financeiros que triplicaram desde 1994, onde atingiu a cifra de R$ 102 milhões de reais, saltando para R$ 374 milhões em 1999, o roubo de carga tem causado o fechamento de muitas empresas, inclusive transportadoras, que não tiveram condições de arcar com medidas e equipamentos de segurança para o transporte de suas cargas, que alcançam o percentual de 20% do custo do frete. No mesmo período, as ocorrências praticamente duplicaram em todo o Brasil, passando de 2.566 para 4.967, ou seja, um crescimento de cerca de 93,6%.

Fonte: Pamcary e O Estado de São Paulo

As cargas mais visadas são as de fácil escoamento no varejo e de difícil reconhecimento de fontes de origem. Dentre elas, os produtos alimentícios são os que mais se destacam com 448 ocorrências registradas por segmento em 1999, seguidos dos cigarros (280), cargas fracionadas (150), confecções e têxteis (149) e eletroeletrônicos (142). Em termos de prejuízos acumulados no mesmo período, eles representaram R$ 73,5 milhões.
O percentual de registros nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo chegam a 80% dos casos de todo o País e já chegou a deter 90% dos casos, tendo como a Via Anhanguera a rodovia de maior incidência, seguida pela Via Presidente Dutra e Castelo Branco.


No Nordeste, Sul e Centro-Oeste, o roubo de carga cresceu, de 1998 para 1999, 20%, 22,6% e 86% respectivamente. Em algumas áreas de produção agrícola do Mato Grosso, norte do Paraná e interior de São Paulo, os produtos químicos levados para as lavouras são alvos de grande peso para as estatísticas alarmantes do segmento de transporte de carga.
A realização dos assaltos ocorrem em 59% nas rodovias federais e 41% em rodovias estaduais. Os horários preferenciais dos ladrões são no período matutino (42%), entre 8:00 e 11:00 hs, quando as transportadoras fazem a maioria das entregas. Os períodos vespertino e norturno correspondem, respectivamente, a 36% e 22%. Já os dias de maior incidência são, primeiramente, quartas-feiras, seguido das terças e quintas-feiras.