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Artigo - A importância da inteligência logística na administração da crise

Fernando Carvalho - Diretor-presidente da REPOM

 
18/12 - Ninguém mais tem dúvida quanto à chegada da crise. Em total contraponto ao ambiente saudável que tivemos nos últimos anos, a economia mundial atravessa um período de instabilidade e enfrentá-la com inteligência passou a ser uma questão de sobrevivência.

Ainda não sabemos ao certo a real extensão desta crise e, dado o grau de incerteza quanto ao nível de atividade nos tempos vindouros, passa a ser essencial que as empresas passem a controlar melhor seus custos, tornando-os o mais flexível possível para adequar-se rapidamente às demandas futuras, sem a perda da qualidade dos produtos oferecidos aos clientes.

O atual ambiente de negócios é caracterizado não só pela competição em satisfazer as necessidades do mercado, que está cada vez mais acirrada, mas pela promoção de mudanças rápidas e eficazes na sobrevivência das empresas nesse contexto. E como cautela é a palavra de ordem, outro aspecto importante diz respeito aos investimentos em ativos, que requerem extremo cuidado para não gerarem estruturas de manutenção e operação permanentes, que podem se tornar ociosas, comprometendo assim a liquidez.

A reconceituação da logística, principalmente no que diz respeito ao transporte, sua área de maior peso, deixou de ser uma visão vanguardista de algumas empresas para, dentro do que foi acima exposto, ser questão vital. Pelo caráter econômico, financeiro e estratégico, sua gestão eficiente introduz maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos, melhorando também a qualidade do serviço a ser executado, além de acelerar a capacidade de resposta a demandas não previstas.

Com o arsenal tecnológico e os sistemas disponíveis no mercado, tornou-se possível “a contratação de fretes com controle total, terceirizando os meios físicos e seus operadores, a um custo flexível, muito atrativo e adequado à demanda. O mesmo passa a ocorrer com os ativos, como por exemplo, os caminhões, que terceirizados, mas totalmente controlados pelos contratantes, suprem as necessidades com muito mais produtividade a um custo mais baixo e na medida certa.

A adoção de ferramentas de gestão que garantam total controle dos fretes, tanto os terceirizados como os de frotas próprias, é uma solução eficiente para a diminuição de custos, sem deixar de lado a qualidade dos produtos.

Tais sistemas possibilitam o acompanhamento em tempo real da mercadoria em trânsito, racionalizando custos e permitindo uma enorme flexibilização estratégica. E saber gerir o transporte dessa forma é um grande diferencial competitivo.

Inovar é preciso, e de uma forma que flexibilize os custos proporcionalmente ao faturamento, qualquer que venha a ser, sem perder a capacidade de crescimento. Quando esta crise acabar, só sairão vitoriosos aqueles cujos negócios se reinventarem com inteligência e soluções adequadas às circunstâncias.
 

 

 

Canal do Transporte

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